(...) entrei no messenger e, como de costume, dei uma lida rápida nos títulos dos contatos online. Tal ato, sempre me faz ter pensamentos engraçados sobre os meus contatos. É muito comum, por exemplo, eu me pegar pensando: "hehe, que babaca", "haha, gostei" ou "humm, isso não se escreve assim"... Já até me peguei traduzindo frases. Enfim, o fato é que havia um título assim: "Cel. Mostarda com o candelabro, no escritório". Não resisti, fui ver de quem era tal criatividade (era do meu primo). Passamos, no mesmo momento, a conversar sobre o jogo.Incrível, eu nem sequer vejo (quanto mais jogo) detetive à uns seis anos e lembrei de tuuuudo! Não se encontra jogos tão bons e criativos quanto os da década de 70/80.
Minha infância veio à tona...
Perdia-se peças, colocava-se no lugar pedaço de palito de dente, pedrinha, até mesmo, feijão.
Acabavam-se os papéis do jogo, sem problema, fazia-se à mão mesmo. E dá-lhe caneta, lápis, canetinha, giz de cera... Não sei o porquê, mas sempre gostei de ser a Dona Violeta e, porém, nunca me simpatizei com o Sr Marinho. Me irritava ficar na porta do cômodo, esperando a próxima rodada para entrar e fazer as acusações (era a parte maaais divertida). Bem, mas pior ainda era ficar na porta do cômodo esperando a próxima rodada e, antes disso, alguém cisma que foi a minha peça quem matou... E lá vou eu para, sei lá, o Hall...
Os nomes dos suspeitos, das armas e dos aposentos variam conforme a versão do jogo. Em uma versão da década de 70 os suspeitos eram: Coronel Mostarda, Dona Branca, Dona Violeta, Professor Black, Sr. Marinho e Srta. Rosa. As armas eram: candelabro, cano, chave inglesa, corda, faca e revólver. E os aposentos eram: biblioteca, cozinha, escritório, hall, sala de estar, sala de jantar, sala de música, salão de festas e salão de jogos.