Não sabemos quanto tempo irá durar; não sabemos nem se vai durar. Não sabemos se a postagem seguinte falará de dor ou de amor; não sabemos de quase nada. Não dá pra saber. E do que sabemos? Sabemos que nos queremos -tudo novo de novo.
Quando eu fui embora -porque você pediu- sem olhar pra trás, não sabia que você ainda estava lá. Agora, aprendi; dar uma olhadinha pela janela, pode causar um pouco menos de dor...
Aí, ele escreveu este monte de verdade linda e, mais uma vez, eu assinei embaixo!
Do Amor
"Vinha ele, dormindo com muitas mulheres.
Tantas quanto poderia. Tantas quanto queria. Tantas quanto aguentava.
Não, ele não aguentava mais.
Nas noites, em sua cama, dois cigarros acesos.
Nas madrugadas, apenas um.
De tudo e todas, faltava-lhe a companhia, o assunto, o afeto e, vez em quando, a implicância, a queixa e até mesmo o ciúme.
Sentia-se fora, como uma peça incabível, incontível... Uma peça, que sobrou do quebra-cabeça.
Quem diria, meu caro!?
Quem diria tamanho absurdo!?
Mesmo o amor, certas vezes, faz imensa falta"
