"Ando devagar porque já tive pressa, levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe. Só levo a certeza de que muito pouco eu sei. Eu nada sei.Conhecer as manhas e as manhãs; o sabor das massas e das maçãs. É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir. Sinto que seguir a vida seja simplesmente conhecer a marcha e ir tocando em frente. Cada um de nós compõe a sua história; cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz!"
Ê, mundão, caba nãããããão! E eu amo os meses de Junho e Julho! Esse climinha caipira, iteriorano... É aí que morro de vontade de fugir pros cafundós; mato, viola, quentão e fogueira. Uma moça da cidade grande que ama a vida no campo.
Bom, perdi uma blogagem coletiva; vou perder o aniversário de um ano deste barraco rosa, mas espero estar de volta para o nascimento do Pedro Luis! A cabeça está, no momento, num único objetivo. A seta no alvo? Vou tentar! O meu tempo está curto até para lavar o cabelo, pode? Cumprido demais para a minha agenda. Mas vai passar. Voo 1205, amo muito tudo isso!
Aí, se eu realmente pudesse voar pela literatura, certamente voaria para a casa do Gregório de Matos. Encontraríamos o Caravaggio e, juntos, encheríamos a cara com o padre Antônio Vieira. Chegaria no Arcadismo e convenceria a tal Marília a trepar com o Dirceu. Trataria de pousar no Romantismo para brigar com o Álvares de Azevedo; gritaria que amor platônico, que resignar-se diante da dor, é bre-ga! Seduziria Lord Byron (também sei fazer isso), sussurraria a José de Alencar que em Cinco Minutos um mundo pode nascer -ou morrer- e especularia, junto com Bentinho, que Escobar comeu, sim, Capitu. Também... "Olhos policiais a que nada escapava"; quem resistiria? Visitaria o Cortiço e ignoraria o Parnasianismo. Depois, iria assistir o suicídio de Ismália e pousar num clima mais moderno. Tentaria não deixar Policarpo ter um final trágico; assinaria embaixo dos Versos Íntimos; chamaria Oswald de Andrade para sair e, junto com Mário, declamaria: "São Paulo! Comoção de minha vida". Daria um forte e longo abraço em Manuel Bandeira e morreria nos braços de Drummond. Ah, não deu tempo de chegar em João Cabral ... É que só o mineiro de Itabira traz a tal paz. Cansei da toada do amor, Carlos!
Fica, então, a voz rouca e aveludada com gosto de avelã e cheiro de canela do James Morrison! Até breve; bem breve!